Hoje me fizeram ver que os relacionamentos são carregados de coisas que
não queremos e não devemos deixar que dominem ou transpareçam uma vez que se
diz que este sentimento é amor.
A possessão: Você quer a pessoa só pra você, não aceita que ela se
relacione com outras pessoas e o pior, sente um ciúme desmedido e sem limite
nenhum ou noção. Afinal, você entende que aquele ser pertence única e
exclusivamente ao seu coração;
Medos: Você não se permite enfrentar realmente, não tem coragem de olhar
ele nos olhos, coloca barreiras no que diz, porque afinal nem tudo o que você
quer pode ser expresso em palavras. O medo de que as coisas não caminhem como
esperado é bem mais intenso que o sentimento que você traz por dentro;
Barreiras: “Não tem vantagem nenhuma em se interessar por mim” – você pensa
– porque afinal ele já está acompanhado (em alguns casos) ou pode conseguir
alguém melhor do que você. A insegurança toma conta do seu coração e não tem
santo que te faça pensar o contrário, nem mesmo suas 40 amigas que repetem
exatamente a mesma coisa e você não quer mudar. Este, é um tipo de barreira,
existem outros como éticas, burocracias, o que vão pensar a gente não combina e
não sei mais quantas;
Crueldades: Sim! Porque mesmo que a pessoa não sinta o mesmo por você,
será bom que ela sofra. Quando se trata de um amigo, você começa a ignorar,
quando se trata de um estranho, quer deixar bem claro que ele não é sua única
opção (quando na verdade nem é uma opção) e que você se acha demais, porque
você é boa demais. Vejam: Existe um contraste, ao mesmo tempo em que existe a
insegurança, queremos usar uma falsa segurança pra garantir a competência que
empenhamos para que a pessoa ao fim pague porque nos apaixonamos por ela;
Não existe um equilíbrio, um amor platônico sempre deixa a balança mais
leve de um lado, quase que vazia, só pra mostrar a diferença de como é injusto,
de como é complicado, de como ficamos incompletos sem aquele coração.
Quem um dia irá compreender os enamorados?
Ninguém, ao passo, que nem mesmo eles, compreendem a si mesmos...

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