Me (^o^)/

Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.
(A Hora da Estrela)

Clarice Lispector

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terça-feira, 30 de setembro de 2014

Um texto qualquer sobre sentimentos.



Hoje me fizeram ver que os relacionamentos são carregados de coisas que não queremos e não devemos deixar que dominem ou transpareçam uma vez que se diz que este sentimento é amor.
A possessão: Você quer a pessoa só pra você, não aceita que ela se relacione com outras pessoas e o pior, sente um ciúme desmedido e sem limite nenhum ou noção. Afinal, você entende que aquele ser pertence única e exclusivamente ao seu coração;
Medos: Você não se permite enfrentar realmente, não tem coragem de olhar ele nos olhos, coloca barreiras no que diz, porque afinal nem tudo o que você quer pode ser expresso em palavras. O medo de que as coisas não caminhem como esperado é bem mais intenso que o sentimento que você traz por dentro;
Barreiras: “Não tem vantagem nenhuma em se interessar por mim” – você pensa – porque afinal ele já está acompanhado (em alguns casos) ou pode conseguir alguém melhor do que você. A insegurança toma conta do seu coração e não tem santo que te faça pensar o contrário, nem mesmo suas 40 amigas que repetem exatamente a mesma coisa e você não quer mudar. Este, é um tipo de barreira, existem outros como éticas, burocracias, o que vão pensar a gente não combina e não sei mais quantas;
Crueldades: Sim! Porque mesmo que a pessoa não sinta o mesmo por você, será bom que ela sofra. Quando se trata de um amigo, você começa a ignorar, quando se trata de um estranho, quer deixar bem claro que ele não é sua única opção (quando na verdade nem é uma opção) e que você se acha demais, porque você é boa demais. Vejam: Existe um contraste, ao mesmo tempo em que existe a insegurança, queremos usar uma falsa segurança pra garantir a competência que empenhamos para que a pessoa ao fim pague porque nos apaixonamos por ela;
Não existe um equilíbrio, um amor platônico sempre deixa a balança mais leve de um lado, quase que vazia, só pra mostrar a diferença de como é injusto, de como é complicado, de como ficamos incompletos sem aquele coração.

Quem um dia irá compreender os enamorados?
Ninguém, ao passo, que nem mesmo eles, compreendem a si mesmos...



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