Me (^o^)/

Ela acreditava em anjo e, porque acreditava, eles existiam.
(A Hora da Estrela)

Clarice Lispector

Páginas

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Amigas do peito, amigas de uma vez!



Porque somos assim? Inseguros, incertos, incoerentes? É tão difícil dizer exatamente o que a gente quer... E sabe por que, porque colocamos tantos “e se”, porque temos tanto medo do não, porque se arriscar é perigoso demais e porque nossa vida, não é só nossa. Se der errado eu vou sofrer, mas o papel de sofrimento ficará estampado no rosto dos meus amigos que terão que me ouvir e me entender. Ainda que isso não seja um sacrifício, porque amigos de verdade te escutam nas horas boas e ruins (ando escrevendo obviedades), eles te dizem como tem que ser a partir daquele dia e prometem que sempre vão estar ali, porque de fato vão estar. É como uma dívida, você sugere que uma pessoa se liberte e que tome uma postura que não é a dela e quando aquilo não vai como se imagina, você tem obrigação de estar ali pra juntar os pedaços e fazer tudo ficar melhor. Sempre deixamos claro o que pode acontecer se você atravessar a ponte, mas se você não atravessar, nos “e se” e medos da vida, a SUA vida não roda. Somos uma metrópole, precisamos estar em movimento, precisamos crescer e sempre é mais fácil quando desafiamos a coragem e temos alguém ali pra sorrir ou pra chorar, quando chegarmos do outro lado.

#DedicadoaDeaNovais.

Um comentário:

  1. Amiga!!! Finalmente comentarei!!!

    Sabe o que eu acho dos "e se"? Eu acho que são matéria prima para os escritores. Por exemplo: você sai todos os dias para trabalhar, no mesmo horário, a mesma rotina. O que aconteceria se você adotasse uma rotina diferente? O que encontraria se trocasse de caminho, de horário, de atitude? O "e se" é o jeito alternativo de ver as coisas. Claro que não dá pra viver com base naquilo que a gente vê das coisas, em algum ponto, elas terão que ser algo de fato, mas ter esse poder de preencher uma página em branco é um dos maiores dons que uma pessoa pode ter, é quase como uma chance de viver uma realidade paralela. E por mais nocivo que isso seja, você é pisciana, não adianta eu te dizer pra não fazer, então, que ao menos seja algo que possa ser aproveitado pela sua criatividade:)

    Escrever é um ótimo exercício para autoconhecimento. A escrita te permite dar um passo atrás ou à frente, ver as coisas de fora, ver a si mesma de fora e isso é incrível!

    Gostei do otimismo (embora comedido) do seu texto. De saber que uma amizade pode te dar a coragem necessária para tomar atitudes. Tem uma outra coisa que eu também acho: todas experiências, positivas ou negativas, são insumos para um bom livro. Então, se você disser àquele seu amigo que está apaixonada por ele e ele disser "hmmm...desculpe...mas não te vejo com esses olhos" conhecerá essa sensação e poderá trabalha-la em suas personagens. Não é possível escrever bem sobre aquilo que não se conhece. Então arrisque sempre. Se der certo, bom pra você! Escreva também sobre essa sensação boa, até mesmo para ter um norte, para não se deixar contentar com menos no futuro; se der errado, escreva sobre isso também, crie um final diferente, se quiser, mas registre sua vida. Registre todas as pessoas que compuseram sua postura amorosa e que formaram cada passo do caminho que um dia te levará ao único lugar onde você realmente deveria estar e aí você vai entender que tudo foi necessário para que você se tornasse a pessoa que deveria ser :)

    Desculpe se ficou confuso, eu falo demais e sem muita coordenação quando me empolgo com alguma coisa. Meus dedos não acompanham as milhares de ideias que passam pela minha cabeça e aí o texto vira isso aqui rsrs. Queria apenas dizer que é uma honra ter um texto seu dedicado a mim e lembrá-la que escrever sempre é o melhor remédio, portanto, escreva SEMPRE!

    Beijos, amiga!

    ResponderExcluir